Se você não sabe bem o que é “Os Novos 52” e qual o impacto causado na DC Comics, eu fiz um artigo pouco tempo atrás, falando do recomeço de todas as revistas e suas respectivas causas, além da lista com todas as novas edições e datas de lançamento, confira agora no link abaixo.
Fim de semana passado, fui a um evento
de quadrinhos chamado Super Power Com, lá estiveram alguns editores da Panini e
artistas que trabalham para a DC, como Ivan Reis que atualmente desenha a
revista mensal do Aquaman. Ouvi atentamente o que todos falaram, percebi que eu
estava certo sobre o que achava a respeito do reboot. A DC vinha perdendo muito espaço nos últimos anos para a
Marvel, um dos principais motivos provavelmente era o excesso de referências a
acontecimentos passados, era necessário um vasto conhecimento do universo DC
para acompanhar as histórias, sendo assim, o número de leitores novos estava
diminuindo consideravelmente. A medida tomada foi desesperada, mas surtiu
efeito, novos leitores se interessaram pelo lançamento e outros que não liam há
muito tempo ficaram curiosos, como eu, por exemplo, que não comprava uma HQ
fazia muito tempo.
Pelo que vi nas primeiras páginas da
edição #1 da Liga da Justiça, realmente a cronologia foi zerada, vemos heróis
mais jovens, o que os torna mais afoitos e inexperientes, os desenhos são do
sempre competente Jim Lee, no começo da história vemos Batman perseguindo um
ser desconhecido e ao mesmo tempo fugindo da polícia, quando de repente se depara
com o Lanterna Verde, é o primeiro encontro entre eles, depois de uma conversa
até meio engraçada, eles partem atrás de um alienígena que reside em
Metrópolis, ele mesmo, o Superman de uniforme novo, com gola e tudo, e louco
por uma briga.
Já na edição #1 de Batman, percebemos
que algumas coisas não mudaram, o Robin atual continua sendo Damian Waine (filho
de Bruce com Talia Al Ghul) e Dick Grayson o Asa Noturna, a história mostra um
Batman bem ao seu estilo detetive, já conhecendo os policiais de Gothan e seu
principal aliado na cidade, o comissário Gordon. O final da edição já deixa um
gancho bem interessante para as próximas edições, achei bem legal.
A última revista que li foi a Lanterna
Verde #1, me surpreendi, nunca fui um leitor do Lanterna, mas gostei do que vi,
o Sinestro volta a ser um Lanterna Verde
e Hal Jordan está sem os seus poderes, e mais ferrado do que nunca, gostei do
tom adotado pela revista, logo no início Sinestro já mata a sangue frio, e os
Guardiões de Oa estão mais sombrios.
Como disse fiquei surpreso, espero que
continue assim por um bom tempo, gostei das revistas e acho que “Os Novos 52”
merecem uma chance, para quem quer começar a ler quadrinhos ou retomar o hábito,
este é um bom ponto de partida.








2 comentários:
O problema maior dos reboots da DC é apenas um: Logo logo começam a repetir velhas histórias. Poxa, já acho um desrespeito com antigos fãs desconsiderar toda uma cronologia que conhecemos quase de cor, ainda nos fazem outro reboot onde repetem as mesmas histórias? Deviam perceber que a liderança comercial atual é apenas temporária e que logo logo vão começar a perder terreno de novo, pois velhos leitores se sentem enganados e novos leitores não sustentam seus "vícios" de leitura temporária.
A DC pode recomeçar quantas vezes quiser, seu universo não tem consistência,é formado por personagens de artistas independentes (Bob Kane, Joe Shuster e Jerry Siegel, etc...)que criaram cada um universos próprios para suas criações. É uma gigantesca colcha de retalhos sem conexões consistentes entre si e muitos heróis desprovidos de carisma próprio que só funcionam de maneira independente.
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