Nos Quadrinhos o Homem-Aranha sempre foi um herói diferente dos outros, ele sempre tirou sarro de seus inimigos, fazendo piadinhas para irritá-los, e teve problemas como qualquer outra pessoa, nisso o filme acerta em cheio.
O diretor Marc Webb não tem nenhuma experiência em filmes de ação, mas as cenas de ação não decepcionam e os movimentos do herói são muito bons e tem muito dos desenhos de McFarlane que fez muito sucesso desenhando o Aranha na década de 90. Fato é que o longa é muito mais sobre o jovem Peter Parker buscando a verdade sobre seu passado, do que um super-herói escalador de paredes.
A opção por fazer um Peter mais descolado – ele anda de skate e usa lentes de contato - e que enfrenta os valentões da escola mesmo apanhando, não atrapalha em nenhum momento, e Adrew Garfield e Emma Stone convencem em seus respectivos papéis. Agora uma coisa eu não consigo entender, por que recontar a origem de um herói que todo mundo conhece, e já cansou de ver na Tela Quente. Todo mundo sabe que ele vai ser picado por uma aranha, que dessa vez não é radioativa e sim mudada geneticamente, que seu tio vai morrer por sua omissão e que ele vai descobrindo como usar seus superpoderes, tudo isso ocupa um espaço que não era necessário, deixando a primeira parte do filme um pouco arrastada, e poderia ser utilizada para desenvolver melhor toda a conspiração envolvendo os pais de Peter, que é deixada nas entrelinhas durante toda a trama, outra coisa que não me agrada nem um pouco, são as constantes citações a Norman Osborn, querendo deixar claro para todos, que o vilão vai estar no segundo filme.
É compreensível que eles queiram mudar vários fatores da trama, para se afastar da trilogia de Sam Raimi que ainda está fresca na memória dos fãs, mas percebe-se durante o filme que estão muito mais preocupados em criar um universo novo, deixando pontas soltas para os próximos filmes, do que contar uma história que divirta e emocione todos os fãs do Aranha, vindos dos quadrinhos ou filmes anteriores.
Para não parecer que só falei mal do filme, ele tem alguns pontos fortes, todas as cenas do Homem-Aranha balançando pelos prédios de Nova York e lutando contra o Lagarto são muito boas, o fato do herói usar um lançador de teia feito por ele mesmo também agrada e fazem nos lembrarmos dos melhores tempos dos quadrinhos. A química entre Garfield e Emma Stone é visível, e os diálogos são bons, mas no resto, infelizmente deixa muito a desejar.
Considerando os primeiros seis dias da estreia, o Longa parece já ter garantido sua continuação, só nos EUA o reboot do Aranha já fez US$ 140 milhões, surpreendendo os produtores, que esperavam US$ 110 milhões. Pelo menos nas bilheterias o filme vai muito bem.
Veja a cena pós-créditos e descubra o possível vilão do próximo filme.
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2 comentários:
o homem aranha é um clasico
nunca vai ser esquecido e sempre relembrando a historia!!
qualquer um que ler essa mensagem adulto/adolessente/criança pode começar a pensar em ser o homem aranha!!
Na minha humildo opinião este filme foi mais fiel do que a primeira trilogia inteira... Os três primeiros filmes mostraram um Homem-Aranha muito bobinho, pouco expressivo e transformaram o Venom em uma bicha vingativa...
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